Ele é brasileiro, mora em Mônaco, tem só 20 anos, mas já jogou ao lado de James Rodríguez, marcou Cristiano Ronaldo em treinos e fez sua estreia como profissional no Real Madrid, pelas mãos de José Mourinho. E a grande maioria das pessoas, talvez, nem o reconhecesse num esbarrão na rua. O lateral-direito Fabinho é uma das principais apostas do técnico Gallo para a seleção sub-21, que terá no máximo 23 anos em 2016, ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Do Paulínia, clube do interior de São Paulo, ao bilionário Monaco, foram menos de três anos e passagens por Fluminense, onde só jogou na base, o português Rio Ave, que ainda é dono de seus direitos, e o Real Madrid, onde deu até assistência para o argentino Di Maria.
Gallo deposita grande esperança no jogador, já falou sobre ele para a comissão técnica da seleção principal. Ele está convocado para três amistosos no Catar, entre os dias 1º e 10 de setembro, contra a seleção local, Egito e Líbano.
Em entrevista por telefone, Fabinho, que tem como agente o português Jorge Mendes, o mesmo de Cristiano Ronaldo e Mourinho, entre outros, contou como pretende cumprir a profecia da CBF e se tornar um rosto conhecido nos próximos anos.
Nome: Fábio Henrique Tavares
Nascimento: 23/10/1993, em Campinas (SP)
Altura e peso: 1,88cm, 78kg
Posição: lateral-direito
Clubes: Paulínia, Fluminense, Rio Ave, Real Madrid e Monaco
Fabinho, essa medida de dar sequência de jogos à seleção com idade olímpica pode te colocar na vitrine, te tornar mais conhecido do público brasileiro?
Achei muito bom porque faz com que os jogadores dessa idade se conheçam mais, se entrosem. E o pessoal vai saber que quando a seleção principal jogar, também vai ter jogo da olímpica. Sairão notícias nossas, sobre nossos resultados, isso é muito bom.
Nas últimas edições das Olimpíadas, ficou a impressão de que alguns jogadores sentiram a pressão. Eles não costumam ter muito contato coma a Seleção. Isso também fará diferença?
Com certeza. Na nossa idade, não há mais competições com a Seleção e é muito difícil arranjar torneios amistosos. Vamos poder nos acostumar uns aos outros e ter a sensação de jogar com a camisa da seleção brasileira.
Sua geração nasceu um pouco atrasada para conseguir disputar a Copa do Mundo em casa. As Olimpíadas são uma segunda chance para vocês?
Claro, tanto as Olimpíadas quanto a Copa do Mundo, dificilmente vamos ver se repetirem no Brasil pelos próximos 50 anos. Espero estar nos planos para poder viver uma delas. Na Copa não deu, mas o Brasil nunca conquistou a medalha de ouro, é uma segunda chance. Vi a Copa pela televisão, os estádios lotados, e, com certeza, também haverá apoio do povo brasileiro nas Olimpíadas. Disputar uma competição desse tamanho é algo único.
Fabinho e Falcao no Mônaco (Foto: Getty Images)
Ao lado de Falcao Garcia e Ocampos, Fabinho comemora um gol do Monaco (Foto: Getty Images)
Como você saiu do Paulínia para o Monaco em tão pouco tempo?
As coisas aconteceram bem rapidamente. Saí para o Fluminense aos 17 anos, fiquei lá um ano e meio e, depois da Copa São Paulo de 2011, fui para o Rio Ave. Treinei só um mês na pré-temporada e fui para a Espanha, jogar na segunda equipe do Real Madrid. Depois de um ano, vim para o Monaco e estou na segunda temporada, pois o clube prorrogou meu empréstimo.
Você não jogou no profissional do Fluminense e foi para Portugal. Depois, em um mês de treinos, emprestado ao Real Madrid. Qual o segredo? Você deve ser monstro nos treinos.
(risos) Eu participei de um torneio com a seleção sub-20 na África do Sul, fui muito bem e muitas pessoas viram. Foi muito bom chegar ao Fluminense, a categoria de base foi vitrine, mas só fiquei no banco um jogo. E, de repente, estava no maior clube do mundo, treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Às vezes, eu falava com minha mãe no telefone e ela se emocionava.
Eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Marquei o Cristiano Ronaldo nos treinos, ele é forte, rápido e ágil. E foi gente boa, era um dos que mais falavam comigo
Fabinho
Eles não foram morar com você?
Não, moro sozinho desde que saí de casa, aos 17 anos. Eles moram em Campinas, só ficaram comigo na Espanha numa fase em que eu estava com saudade. Eles foram me ajudar com a comida porque sou meio fraquinho para cozinhar (risos). Moro com minha irmã e meu cunhado.
Conte mais sobre sua chegada ao Real Madrid.
Foi coisa do outro mundo porque eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava ao lado de caras desse nível. Foi meio estranho, eu errava bolas bobas. Depois, quando subia para treinar, os brasileiros e portugueses falavam mais comigo. Fui me acostumando a estar perto das estrelas, mas foi um baque no começo.
Você é lateral-direito, então deve ter marcado o Cristiano Ronaldo nos treinos, certo?
Sim, marquei algumas vezes. É muito difícil, pela televisão você imagina, mas quando está lá marcando é outra coisa. Ele é muito rápido, forte e ágil.
E é marrento ou gente boa?
Comigo ele sempre foi bem gente boa, cara. Ele e o Coentrão (lateral-esquerdo português) eram dos que mais falavam comigo quando eu ia para o time principal.
E sua estreia? Você achou que pudesse entrar?
Foi demais porque eu estava no banco e o Mourinho vendo se iria me colocar ou não. Faltando uns 20 minutos ele me chamou. Estrear no Bernabéu, na primeira divisão, e dar uma assistência para o Di Maria, foi incrível (o Real Madrid venceu o Málaga por 6 a 2, pela 36ª rodada do Campeonato Espanhol, no dia 8 de maio de 2013).
E o que o Mourinho falou quando te chamou?
Ele dava umas olhadas, via como eu estava. E num momento perguntou: “Quer jogar, Fabinho?”. Falei que queria. Fiz o aquecimento e ele disse: “Vai lá e joga tranquilo que tem muita gente boa do seu lado”.
Você era jogador do time B, então não treinava diariamente com Mourinho. Mas, mesmo assim, dá para dizer que ele tem muita participação na sua formação?
Os treinamentos eram muito bons, mas é difícil falar que cresci muito com ele porque não havia tanto contato. Às vezes, eu não fazia os trabalhos táticos com ele, mas dava para perceber que era um cara diferenciado, a postura dele com os jogadores é muito boa.
Fabinho jogando no Mônaco (Foto: Getty Images)
Fabinho em ação pelo Monaco em partida pelo Campeonato Francês na temporada passada (Foto: Getty Images)
No Monaco, você passou a jogar, de fato, com estrelas como Falcao e James Rodríguez.
Já cheguei habituado. Até o primeiro jogo, eu ficava pensando se o Falcao era tudo isso, e num amistoso contra o Tottenham o cara fez dois golaços. A movimentação, a proteção, ele é muito bom mesmo, matador, não perdoa. Para o James, começo foi difícil, mas quando ele começou a jogar, foi o melhor do Monaco no ano passado. É camisa 10 mesmo, muito bom.
E na sua posição, quem são seus ídolos, suas inspirações?
O Cafu para mim é o melhor da história, por tudo que ganhou na Seleção numa fase em que eu já estava crescendo, mas gosto muito também do estilo de jogo do Maicon.
E o seu estilo de jogo? Apresente-se para o torcedor.
Sou forte na marcação, marco bem. Sempre falavam, no Brasil, que eu era um lateral que defendia bem. Agora, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens.
Sou forte na marcação e, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens. Cresci muito na parte tática
Fabinho
Mas, na Europa, o lateral tem que saber marcar, senão não tem vida longa.
No primeiro ano eu errava algumas coisas, mas aprendi bastante. Cresci muito na parte tática.
O Gallo foi pessoalmente falar com você, falar sobre os planos para a seleção olímpica?
Sim, ele veio ao Monaco um pouco antes do Torneio de Toulon. Disse que queria começar esse ciclo olímpico, haveria essas convocações e eu era um cara com quem ele gostaria de contar para ter contato com a Seleção. Infelizmente me lesionei um pouco antes do torneio.
Daquela seleção sub-20 que te projetou para o futebol europeu, algum outro jogador foi mantido nessa convocação do Gallo ou se projetou para a principal?
Não teve nenhum na principal. As estrelas, se é que posso falar dessa forma, daquela seleção eram o Felipe Anderson e o Ademilson, que foi chamado agora pelo Gallo. E tinha o Rodrigo Caio, que estava muito bem no São Paulo, mas, infelizmente, se lesionou gravemente.
E como é morar em Mônaco? Pela televisão, o país passa impressão de glamour, ostentação, iates, cassinos... E você tem só 20 anos.
Não treinamos em Mônaco, são 10 minutos de estrada por montanhas, subindo e vendo o mar. É bonito, tem carros bonitos, o cassino que é “top”, muitos milionários na rua. E os fãs de futebol não são tão fanáticos quanto nas outras partes do mundo. Mesmo o Falcao pode andar na rua tranquilamente. Vai tirar algumas fotos, mas as pessoas não vivem o futebol tão intensamente. Tem tenta estrela em Mônaco que um jogador de futebol não chama tanta atenção.
Como você se diverte?
No verão tem a praia, fora isso não há muito para fazer. Gosto muito de cinema, mas é ruim, difícil entender o francês no cinema. Às vezes, vou ao boliche.
E o príncipe Albert, você já conheceu?
Sim, ele é presidente de honra do Monaco, vai ao vestiário às ve
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Delirio brasfoot
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Seleção sub-20 vence o Levante e conquista o Torneio de Valência
a derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo, a torcida exigiu mudanças e renovação. O primeiro desafio pós-Mundial colocou justamente uma nova geração à prova. A equipe sub-20 disputou o Torneio de Valência e passou no teste, superando vários desafios. Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico Gallo venceu o Levante por 2 a 0 e conquistou o Torneio de Valência, gols de Thalles, do Vasco, e Gerson, do Fluminense. Em janeiro de 2015 os meninos jogarão o Sul-Americano da categoria em busca de uma vaga no Mundial, que será realizado no mesmo ano na Nova Zelândia.
O primeiro "adversário" foi o gramado sintético. A Seleção demorou a se adaptar ao terreno artificial e empatou os dois primeiros jogos, contra Catar e Equador. Na terceira partida, um oponente mais fraco os ajudou a se reerguer com estilo: 4 a 0 na China. A partir daí, o Brasil cresceu e amadureceu. No último duelo da fase de grupos, a canarinho precisava vencer o Valencia, que jogava em casa, para avançar e conseguiu um convincente resultado de 3 a 1.
Nas semifinais veio o teste mais complicado de todos. O clássico contra a Argentina. Sem o técnico Gallo, expulso por reclamações ao árbitro contra o Valencia, os meninos brasileiros chegaram a seu auge, mesmo encontrando um ambiente hostil em campo num confronto com muitas faltas e violência. Apesar da tensão constante e de uma briga generalizada no primeiro tempo, deu Brasil novamente: 2 a 1.
O Levante honrou sua surpreendente chegada à final e foi o time mais organizado enfrentado pela Seleção. Bem postados defensivamente, os espanhóis não deixavam o adversário jogar e exploravam bem os contra-ataques. Uma cobrança de pênalti convertida pelo atacante Thalles e um gol nos acréscimos de Gerson nos garantiu o primeiro título após o desastre da Copa do Mundo. Bom sinal para um 2015 cheio e para as Olimpíadas, que se aproximam a passos largos.
Devidamente adaptada ao gramado sintético e bem mais à vontade, a Seleção começou o jogo contra o Levante partindo para o ataque, mas esbarrou na boa defesa espanhola, que não deixava os brasileiros se aproximarem da grande área. As jogadas de bola parada e os cruzamentos era as melhores opções. O time valenciano foi responsável pelas oportunidades mais perigosas quando conseguiram controlar o ímpeto inicial da equipe canarinho. Os contra-ataques, contudo, pararam no goleiro brasuca.
Quando o primeiro tempo caminhava para o fim, o Brasil cresceu e por pouco não conseguiu abrir vantagem. O ritmo alucinante foi mantido na volta do intervalo. Desta vez, porém, o Levante não esboçou o mesmo poder de reação. A entrada do atacante Yuri Mamute deu ao time canarinho o gás que faltava. Ele deu muito trabalho aos defensores rivais até que, aos 14 minutos, foi derrubado dentro da área quando, de frente para o gol, se preparava para chutar. Thalles cobrou e fez 1 a 0. Nos acréscimos, a defesa espanhola confirmou a festa brasileira com uma falha não perdoada por Gerson, que só precisou levantar a perna para assegurar os 2 a 0.
O primeiro "adversário" foi o gramado sintético. A Seleção demorou a se adaptar ao terreno artificial e empatou os dois primeiros jogos, contra Catar e Equador. Na terceira partida, um oponente mais fraco os ajudou a se reerguer com estilo: 4 a 0 na China. A partir daí, o Brasil cresceu e amadureceu. No último duelo da fase de grupos, a canarinho precisava vencer o Valencia, que jogava em casa, para avançar e conseguiu um convincente resultado de 3 a 1.
Nas semifinais veio o teste mais complicado de todos. O clássico contra a Argentina. Sem o técnico Gallo, expulso por reclamações ao árbitro contra o Valencia, os meninos brasileiros chegaram a seu auge, mesmo encontrando um ambiente hostil em campo num confronto com muitas faltas e violência. Apesar da tensão constante e de uma briga generalizada no primeiro tempo, deu Brasil novamente: 2 a 1.
O Levante honrou sua surpreendente chegada à final e foi o time mais organizado enfrentado pela Seleção. Bem postados defensivamente, os espanhóis não deixavam o adversário jogar e exploravam bem os contra-ataques. Uma cobrança de pênalti convertida pelo atacante Thalles e um gol nos acréscimos de Gerson nos garantiu o primeiro título após o desastre da Copa do Mundo. Bom sinal para um 2015 cheio e para as Olimpíadas, que se aproximam a passos largos.
Devidamente adaptada ao gramado sintético e bem mais à vontade, a Seleção começou o jogo contra o Levante partindo para o ataque, mas esbarrou na boa defesa espanhola, que não deixava os brasileiros se aproximarem da grande área. As jogadas de bola parada e os cruzamentos era as melhores opções. O time valenciano foi responsável pelas oportunidades mais perigosas quando conseguiram controlar o ímpeto inicial da equipe canarinho. Os contra-ataques, contudo, pararam no goleiro brasuca.
Quando o primeiro tempo caminhava para o fim, o Brasil cresceu e por pouco não conseguiu abrir vantagem. O ritmo alucinante foi mantido na volta do intervalo. Desta vez, porém, o Levante não esboçou o mesmo poder de reação. A entrada do atacante Yuri Mamute deu ao time canarinho o gás que faltava. Ele deu muito trabalho aos defensores rivais até que, aos 14 minutos, foi derrubado dentro da área quando, de frente para o gol, se preparava para chutar. Thalles cobrou e fez 1 a 0. Nos acréscimos, a defesa espanhola confirmou a festa brasileira com uma falha não perdoada por Gerson, que só precisou levantar a perna para assegurar os 2 a 0.
Novato entrosado: Coutinho revê amigos da base na volta à Seleção
Philippe Coutinho tem exatos 45 minutos jogados pela seleção brasileira principal, em 2010, no início do ciclo de preparação da última Copa. Pode ser considerado, portanto, um novato no grupo que enfrentará Colômbia e Equador, em setembro, nos Estados Unidos. Mas o camisa 10 do Liverpool passa longe de ser um estranho no ninho. Ele conserva um entrosamento especial com quatro nomes da atual lista, fruto das competições na base também vestindo a amarelinha: Neymar, Oscar, Alex Sandro e Danilo.
Quando ainda era promessa do Vasco, Coutinho atuou pela seleção sub-17, no Sul-Americano e Mundial da categoria, em 2009. Na época, conheceu Neymar - os dois começaram uma amizade que dura até hoje, apesar de o futebol praticamente não proporcionar reencontros. O relacionamento com o trio restante é consequência do Mundial Sub-20 de 2011, disputado na Colômbia e marcante por ser o pentacampeonato e então último título de peso das categorias de base da equipe nacional.
- Tive só uma chance com Mano e depois acabei não voltando. Agora recebo essa nova oportunidade. Acho que estou um pouco mais preparado. Também será excelente para rever todos esses amigos que fiz na base da Seleção – disse Coutinho, à espera de um reencontro também com Jefferson, David Luiz, Elias e Ramires, presentes naquela equipe de Mano que disputou amistoso contra o Irã, no Catar.
São, portanto, oito velhos conhecidos de Coutinho. O número poderia ser maior caso Luiz Felipe Scolari tivesse incluído a joia do Liverpool entre os 23 que disputaram a Copa de 2014. O meia já estava em evidência nos Reds, vice-campeões da Premier League, mas não acredita que a convocação tenha vindo atrasada.
- Já esperava não ter jogado a Copa do Mundo, até porque não vinha sendo convocado pelo Felipão. Então, não criei expectativa alguma. Espero aproveitar a chance dessa vez. Se ela veio tarde ou não eu não sei, mas por ter apenas 22 anos sei que posso evoluir bastante e continuar sendo chamado.
Coutinho fez parceria com Oscar no meio-campo da Seleção no Mundial Sub-20 de 2011
NO LIVERPOOL, COUTINHO “CHEGOU CHEGANDO”
Philippe Coutinho e Giuliano brasil
Coutinho e Giuliano foram dois estreantes no amistoso contra o Irã, em 2010
Evoluir é exatamente o que fez Coutinho desde 2010. Com poucas chances no Inter de Milão, foi emprestado ao Espanyol, de Barcelona, antes de ser vendido ao Liverpool, em janeiro de 2013. Assumiu a 10 em sua chegada, começou a jogar e decolou. Hoje, pode fazer múltiplas funções, como desarmar e organizar o ataque.
- No meu clube, o treinador (Brendan Rodgers) varia bastante. Sempre tem rotatividade grande, às vezes eu jogo aberto, às vezes como "10", outras vezes um pouco recuado. Eu me sinto à vontade no meio para frente. Enfim, acho que tendo a oportunidade na Seleção não tem muito que escolher. É dar o máximo e tentar buscar a vaga.
Coutinho sabe que a mudança da Itália para a Inglaterra foi fundamental em sua carreira.
- No Liverpool, eu estou tendo mais oportunidade de jogar, uma continuidade boa. No ano passado, joguei grande parte dos jogos, um pouco mais preparado do que da primeira convocação que tive. Tenho um ano e meio de Premier League, é um campeonato bastante exigido. Então, creio que na intensidade, no jogo, na forma de ser intensivo, melhorei um pouco. Claro que, aos poucos, eu vou aprendendo, melhorando a forma de jogar aqui, mas é muito rápido, pegado, gostoso de jogar. Os gramados aqui são perfeitos, ajuda todos os jogadores, não tem muito desculpa quando erra um passe.
Philippe Coutinho, LiverpoolsPhilippe Coutinho comemora gol do Liverpool:
Quando ainda era promessa do Vasco, Coutinho atuou pela seleção sub-17, no Sul-Americano e Mundial da categoria, em 2009. Na época, conheceu Neymar - os dois começaram uma amizade que dura até hoje, apesar de o futebol praticamente não proporcionar reencontros. O relacionamento com o trio restante é consequência do Mundial Sub-20 de 2011, disputado na Colômbia e marcante por ser o pentacampeonato e então último título de peso das categorias de base da equipe nacional.
- Tive só uma chance com Mano e depois acabei não voltando. Agora recebo essa nova oportunidade. Acho que estou um pouco mais preparado. Também será excelente para rever todos esses amigos que fiz na base da Seleção – disse Coutinho, à espera de um reencontro também com Jefferson, David Luiz, Elias e Ramires, presentes naquela equipe de Mano que disputou amistoso contra o Irã, no Catar.
São, portanto, oito velhos conhecidos de Coutinho. O número poderia ser maior caso Luiz Felipe Scolari tivesse incluído a joia do Liverpool entre os 23 que disputaram a Copa de 2014. O meia já estava em evidência nos Reds, vice-campeões da Premier League, mas não acredita que a convocação tenha vindo atrasada.
- Já esperava não ter jogado a Copa do Mundo, até porque não vinha sendo convocado pelo Felipão. Então, não criei expectativa alguma. Espero aproveitar a chance dessa vez. Se ela veio tarde ou não eu não sei, mas por ter apenas 22 anos sei que posso evoluir bastante e continuar sendo chamado.
Coutinho fez parceria com Oscar no meio-campo da Seleção no Mundial Sub-20 de 2011
NO LIVERPOOL, COUTINHO “CHEGOU CHEGANDO”
Philippe Coutinho e Giuliano brasil
Coutinho e Giuliano foram dois estreantes no amistoso contra o Irã, em 2010
Evoluir é exatamente o que fez Coutinho desde 2010. Com poucas chances no Inter de Milão, foi emprestado ao Espanyol, de Barcelona, antes de ser vendido ao Liverpool, em janeiro de 2013. Assumiu a 10 em sua chegada, começou a jogar e decolou. Hoje, pode fazer múltiplas funções, como desarmar e organizar o ataque.
- No meu clube, o treinador (Brendan Rodgers) varia bastante. Sempre tem rotatividade grande, às vezes eu jogo aberto, às vezes como "10", outras vezes um pouco recuado. Eu me sinto à vontade no meio para frente. Enfim, acho que tendo a oportunidade na Seleção não tem muito que escolher. É dar o máximo e tentar buscar a vaga.
Coutinho sabe que a mudança da Itália para a Inglaterra foi fundamental em sua carreira.
- No Liverpool, eu estou tendo mais oportunidade de jogar, uma continuidade boa. No ano passado, joguei grande parte dos jogos, um pouco mais preparado do que da primeira convocação que tive. Tenho um ano e meio de Premier League, é um campeonato bastante exigido. Então, creio que na intensidade, no jogo, na forma de ser intensivo, melhorei um pouco. Claro que, aos poucos, eu vou aprendendo, melhorando a forma de jogar aqui, mas é muito rápido, pegado, gostoso de jogar. Os gramados aqui são perfeitos, ajuda todos os jogadores, não tem muito desculpa quando erra um passe.
Philippe Coutinho, LiverpoolsPhilippe Coutinho comemora gol do Liverpool:
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Julio Cesar sobre escolha pelo Benfica: "Faltava jogar em Portugal"
Julio César continuará atuando no futebol europeu. Através de seu site oficial, o Benfica confirmou nesta terça-feira a contratação do goleiro brasileiro pelas próximas duas temporadas. Prestes a completar 35 anos (no próximo dia 3 de setembro), ele deixa o Queens Park Rangers, onde pouco atuou desde 2012, para dar seguimento à carreira em Portugal. A equipe portuguesa nada gastou com a transação, já que o clube inglês liberou o brasileiro sem custos. Em sua apresentação, explicou a nova escolha na carreira:- Estou muito feliz. Acho que o Benfica é um clube que tem muito respeito internacional. Depois, já joguei no Brasil, Itália, Inglaterra e agora faltava jogar em Portugal. Era um namoro antigo. Isso despertou algo dentro de mim e pensei por que não? Deu tudo certo e agora quero agradecer às pessoas envolvidas. Espero tentar corresponder às expectativas - afirmou Júlio César, em declarações à Benfica TV.
Apesar da idade avançada, Julio afirmou que chega ao Benfica motivado e que está ansioso para entrar em campo com a equipe de Lisboa pela primeira vez:
- Quando mudamos de um clube para outro, e especificamente de um país para outro, é impossível não se sentir motivado. É algo automático. Estou muito ansioso porque tudo começa de novo, parece que estou no começo de carreira.
Por fim, o goleiro falou sobre os inúmeros boatos que o ligaram a diferentes clubes nesta janela de transferências do futebol europeu:
- Muitas vezes surgem notícias que não passam de especulação e queria saber se o interesse do Benfica realmente existia. Corremos atrás e foi nessa altura que tudo começou. Vi vídeos do Benfica no youtube e pensei que queria participar dessa festa. Eu disse que queria o Benfica.
Julio Cesar apresentado no Benfica
Julio Cesar é apresentado pelo Benfica
A tendência é que o brasileiro chegue para assumir a condição de titular no time de Jorge Jesus - o também brasileiro Artur tem sido o dono da posição desde a saída do esloveno Oblak para o Atlético de Madrid, mas foi bastante criticado durante a pré-temporada. No último domingo, ele defendeu um pênalti na vitória sobre o Paços de Ferreira.
Julio foi o goleiro titular da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 2010 e 2014. Ao fim da participação no Mundial do Brasil, ele deu a entender que daria espaço aos mais jovens, o que de fato aconteceu nesta terça com a primeira convocação da segunda "era Dunga": Rafael Cabral (24 anos), do Napoli, e Jefferson (31), do Botafogo, foram chamados.
Apesar da idade avançada, Julio afirmou que chega ao Benfica motivado e que está ansioso para entrar em campo com a equipe de Lisboa pela primeira vez:
- Quando mudamos de um clube para outro, e especificamente de um país para outro, é impossível não se sentir motivado. É algo automático. Estou muito ansioso porque tudo começa de novo, parece que estou no começo de carreira.
Por fim, o goleiro falou sobre os inúmeros boatos que o ligaram a diferentes clubes nesta janela de transferências do futebol europeu:
- Muitas vezes surgem notícias que não passam de especulação e queria saber se o interesse do Benfica realmente existia. Corremos atrás e foi nessa altura que tudo começou. Vi vídeos do Benfica no youtube e pensei que queria participar dessa festa. Eu disse que queria o Benfica.
Julio Cesar apresentado no Benfica
Julio Cesar é apresentado pelo Benfica
A tendência é que o brasileiro chegue para assumir a condição de titular no time de Jorge Jesus - o também brasileiro Artur tem sido o dono da posição desde a saída do esloveno Oblak para o Atlético de Madrid, mas foi bastante criticado durante a pré-temporada. No último domingo, ele defendeu um pênalti na vitória sobre o Paços de Ferreira.
Julio foi o goleiro titular da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 2010 e 2014. Ao fim da participação no Mundial do Brasil, ele deu a entender que daria espaço aos mais jovens, o que de fato aconteceu nesta terça com a primeira convocação da segunda "era Dunga": Rafael Cabral (24 anos), do Napoli, e Jefferson (31), do Botafogo, foram chamados.
Por atraso de salários no Bota, Lucas entra na Justiça e pede a rescisão
O lateral-direito Lucas decidiu entrar na Justiça para conseguir a rescisão de seu contrato com o Botafogo. O jogador alega atraso nos salários superior a três meses, além de falta de depósito do FGTS por parte do Alvinegro. O jogador estava entre os seis que não receberam um mês em atraso, quitado na última semana.
A causa está nas mãos do advogado Alan Belaciano. Triste, o jogador admite ter chegado ao limite antes de tomar a decisão.
- São quatro anos de Botafogo. Cheguei a recusar propostas, como a do Sevilla, no ano passado, para ficar aqui e buscar outros títulos com o clube, pelo qual sempre tive um enorme carinho. Mas a situação chegou a um ponto insustentável, é triste demais. Beira o caos. Já não tinha mais cabeça para ajudar o Botafogo, não conseguia me concentrar nos treinos. E não tem como não levarmos esses problemas do trabalho para casa. Já estava vivendo um drama familiar e, por isso, tomei essa decisão de entrar na Justiça por sofrer essa pressão - disse Lucas em nota através de sua assessoria de imprensa.
O gerente técnico do Botafogo, Wilson Gottardo, procurou não polemizar sobre o caso, reconheceu o momento difícil e entregou a questão para o departamento jurídico.
- Esse é um projeto pessoal e profissional do Lucas. Conversei um pouco com ele, que tem suas ideias, e respeito. Todos sabem que o clube passa por uma instabilidade, e isso permite que o atleta tome algumas medidas. Mas o caso está com nosso departamento jurídico, que vai analisar e ver o que é melhor para o Botafogo.
Lucas tem 26 anos e chegou ao Botafogo em 2011, vindo do Figueirense. Ele conquistou um Campeonato Carioca em 2013. Ele foi convocado pela seleção brasileira para uma edição do Superclássico das Américas daquele mesmo ano. Como tem 11 partidas pelo Campeonato Brasileiro, não pode se transferir para nenhum clube da Série A.
A causa está nas mãos do advogado Alan Belaciano. Triste, o jogador admite ter chegado ao limite antes de tomar a decisão.
- São quatro anos de Botafogo. Cheguei a recusar propostas, como a do Sevilla, no ano passado, para ficar aqui e buscar outros títulos com o clube, pelo qual sempre tive um enorme carinho. Mas a situação chegou a um ponto insustentável, é triste demais. Beira o caos. Já não tinha mais cabeça para ajudar o Botafogo, não conseguia me concentrar nos treinos. E não tem como não levarmos esses problemas do trabalho para casa. Já estava vivendo um drama familiar e, por isso, tomei essa decisão de entrar na Justiça por sofrer essa pressão - disse Lucas em nota através de sua assessoria de imprensa.
O gerente técnico do Botafogo, Wilson Gottardo, procurou não polemizar sobre o caso, reconheceu o momento difícil e entregou a questão para o departamento jurídico.
- Esse é um projeto pessoal e profissional do Lucas. Conversei um pouco com ele, que tem suas ideias, e respeito. Todos sabem que o clube passa por uma instabilidade, e isso permite que o atleta tome algumas medidas. Mas o caso está com nosso departamento jurídico, que vai analisar e ver o que é melhor para o Botafogo.
Lucas tem 26 anos e chegou ao Botafogo em 2011, vindo do Figueirense. Ele conquistou um Campeonato Carioca em 2013. Ele foi convocado pela seleção brasileira para uma edição do Superclássico das Américas daquele mesmo ano. Como tem 11 partidas pelo Campeonato Brasileiro, não pode se transferir para nenhum clube da Série A.
Estreia do uruguaio Maxi Rodriguez pode ser na sexta-feira, contra o Icasa
Cara nova no Vasco, Maxi Rodriguez mostrou no treino de domingo, seu primeiro pelo Vasco, que está com bom ritmo, já que vinha trabalhando regularmente no Grêmio, clube junto ao qual foi negociado por empréstimo. O meia atuou em quatro partidas da equipe gaúcha pelo Campeonato Brasileiro de 2014 - em uma delas, fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo . Mas o tempo é curto para que ele seja relacionado para o jogo com o Vila Nova, nesta terça-feira, em Brasília. O uruguaio ainda precisa ser regularizado, e a tendência é que esteja pronto para estrear diante do Icasa, na sexta-feira.
A questão da adaptação também é levada em conta. O técnico Adilson Batista ainda não teve tempo para testar direito o jogador. Após a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, em São Januário, o treinador disse esperar que o uruguaio aproveite a oportunidade no Vasco.
- Em relação ao Maxi, é um menino com potencial. Colhi algumas informações, e foram ótimas. Ele tem talento, sabe jogar. Nós esperamos que ele aproveite essa oportunidade que vai ter num time como o Vasco - afirmou o técnico.
Maxi rodriguez vasco treino
Maxi durante seu primeiro treinamento pelo Vasco
O diretor de futebol Rodrigo Caetano acredita que, para o jogo contra o Vila Nova, fica difícil a relação de Maxi Rodriguez no grupo.
- Acho que fica difícil ele já jogar contra o Vila Nova. O jogo é terça-feira, está em cima. Mas ele já vinha treinando e jogando no Grêmio. Para o próximo jogo, acredito que ele já estará à disposição - disse o diretor.
Maxi Rodriguez chega, a principio, para disputar vaga com Dakson no meio-campo. Este último ganhou a posição de titular ao lado de Douglas quando Adilson resolveu mudar o sistema de três volantes para dois. Dakson levou uma pancada no tornozelo diante do Ceará e está lesionado.
Na segunda colocação, com a mesma pontuação do líder Ceará, mas com uma vitória a menos, o Vasco enfrenta o lanterna Vila Nova nesta terça-feira, no Mané Garrincha, em Brasília. A partida será realizada às 21h50 (de Brasília) e é válida pela 17ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
A questão da adaptação também é levada em conta. O técnico Adilson Batista ainda não teve tempo para testar direito o jogador. Após a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, em São Januário, o treinador disse esperar que o uruguaio aproveite a oportunidade no Vasco.
- Em relação ao Maxi, é um menino com potencial. Colhi algumas informações, e foram ótimas. Ele tem talento, sabe jogar. Nós esperamos que ele aproveite essa oportunidade que vai ter num time como o Vasco - afirmou o técnico.
Maxi rodriguez vasco treino
Maxi durante seu primeiro treinamento pelo Vasco
O diretor de futebol Rodrigo Caetano acredita que, para o jogo contra o Vila Nova, fica difícil a relação de Maxi Rodriguez no grupo.
- Acho que fica difícil ele já jogar contra o Vila Nova. O jogo é terça-feira, está em cima. Mas ele já vinha treinando e jogando no Grêmio. Para o próximo jogo, acredito que ele já estará à disposição - disse o diretor.
Maxi Rodriguez chega, a principio, para disputar vaga com Dakson no meio-campo. Este último ganhou a posição de titular ao lado de Douglas quando Adilson resolveu mudar o sistema de três volantes para dois. Dakson levou uma pancada no tornozelo diante do Ceará e está lesionado.
Na segunda colocação, com a mesma pontuação do líder Ceará, mas com uma vitória a menos, o Vasco enfrenta o lanterna Vila Nova nesta terça-feira, no Mané Garrincha, em Brasília. A partida será realizada às 21h50 (de Brasília) e é válida pela 17ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Arsenal e Besiktas param na trave e levam decisão de vaga para Londres
Poderia tranquilamente ter sido um empate com gols. Mas as defesas de Szczesny e Zengin e principalmente as traves deixaram Besiktas e Arsenal sem razões para comemorar efusivamente nesta terça-feira. O 0 a 0 no Estádio Atatürk Olimpiyat levou a definição de uma das vagas na fase de grupos da Liga dos Campeões para Londres.
A pequena vantagem, se é que existe alguma, é dos turcos. Qualquer empate com gols os garante adiante na principal competição do continente no próximo dia 27. Mas os Gunners terão o apoio de sua torcida no Emirates Stadium e provavelmente os retornos dos alemães campeões do mundo no Brasil - Özil, Podolski e Mertesacker ainda não foram relacionados pelo técnico Arsène Wenger. Um desfalque, porém, já é conhecido: o galês Aaron Ramsey foi expulso nos minutos finais e verá a partida das tribunas.
Ramon, Besiktas X Arsenal
Giroud teve péssima noite com a camisa do Arsenal e ajudou a garantir o placar zerado
Mesmo sem o meio-campista, o Arsenal quase saiu de campo vitorioso. Oxlade-Chamberlain, substituto do chileno Alexis Sánchez no decorrer do jogo, invadiu a área, cortou para a perna esquerda e emendou bonito chute. Zengin desviou, a bola tocou na trave e em suas costas até a defesa do Besiktas afastar o perigo.
O lance ocorreu perto dos acréscimos, num oposto da melhor chance dos donos da casa. Na saída de bola, o senegalês Demba Ba, ex-Chelsea, resolveu ousar: chutou por cobertura, do círculo central. O polonês Szczesny fez grande defesa e contou também com a sorte - a bola resvalou no travessão e voltou para a grande área, onde obviamente só havia atletas do Arsenal.
- Sabia que esse jogo exigiria muito da nossa defesa e consegui fazer bem a minha parte na marcação, assim como todo time. Neutralizamos as principais jogadas deles e criamos algumas excelentes chances, principalmente com o Demba Ba. Se tivéssemos um pouco mais de sorte poderíamos ter saído daqui com a vitória. Dos empates, o 0 a 0 acabou não sendo ruim. Não vamos deixar de respeitar o Arsenal, mas mostramos hoje que podemos surpreender. Esta tudo aberto - disse o lateral-esquerdo Ramon, único brasileiro em campo.
Ramon, Besiktas X Arsenal
O lateral-esquerdo Ramon, ex-Vasco, Flamengo e Corinthians, foi o único brasileiro em campo
JOGO MOVIMENTADO
A finalização de Demba Ba foi o auge do primeiro tempo, mas não o único lance. Os turcos, empurrados pela sua apaixonada torcida, encurralaram o Arsenal nos minutos iniciais e chegaram a flertar com o gol em outras oportunidades. Para os ingleses, atacar apenas era possível quando Sánchez conseguia algum espaço pela direita. O problema era que Giroud vivia noite de maus tratos com a bola e tinha dificuldades até mesmo para realizar o domínio na grande área. Ele foi um dos fatores para o placar zerar.
O Arsenal esteve ainda mais tímido na etapa final. Perdeu Arteta, machucado, e Ramsey, expulso, até encontrar a trave com Chamberlain. O Besiktas, enquanto isso, esbarrava na sua limitação técnica – Demba Ba parecia uma ilha de bom futebol no setor ofensivo, que teve Sahan jogando para fora o suspiro de esperança dos turcos na etapa final.
Giroud, Besiktas X Arsenal
Giroud lamenta chance desperdiçada
A pequena vantagem, se é que existe alguma, é dos turcos. Qualquer empate com gols os garante adiante na principal competição do continente no próximo dia 27. Mas os Gunners terão o apoio de sua torcida no Emirates Stadium e provavelmente os retornos dos alemães campeões do mundo no Brasil - Özil, Podolski e Mertesacker ainda não foram relacionados pelo técnico Arsène Wenger. Um desfalque, porém, já é conhecido: o galês Aaron Ramsey foi expulso nos minutos finais e verá a partida das tribunas.
Ramon, Besiktas X Arsenal
Giroud teve péssima noite com a camisa do Arsenal e ajudou a garantir o placar zerado
Mesmo sem o meio-campista, o Arsenal quase saiu de campo vitorioso. Oxlade-Chamberlain, substituto do chileno Alexis Sánchez no decorrer do jogo, invadiu a área, cortou para a perna esquerda e emendou bonito chute. Zengin desviou, a bola tocou na trave e em suas costas até a defesa do Besiktas afastar o perigo.
O lance ocorreu perto dos acréscimos, num oposto da melhor chance dos donos da casa. Na saída de bola, o senegalês Demba Ba, ex-Chelsea, resolveu ousar: chutou por cobertura, do círculo central. O polonês Szczesny fez grande defesa e contou também com a sorte - a bola resvalou no travessão e voltou para a grande área, onde obviamente só havia atletas do Arsenal.
- Sabia que esse jogo exigiria muito da nossa defesa e consegui fazer bem a minha parte na marcação, assim como todo time. Neutralizamos as principais jogadas deles e criamos algumas excelentes chances, principalmente com o Demba Ba. Se tivéssemos um pouco mais de sorte poderíamos ter saído daqui com a vitória. Dos empates, o 0 a 0 acabou não sendo ruim. Não vamos deixar de respeitar o Arsenal, mas mostramos hoje que podemos surpreender. Esta tudo aberto - disse o lateral-esquerdo Ramon, único brasileiro em campo.
Ramon, Besiktas X Arsenal
O lateral-esquerdo Ramon, ex-Vasco, Flamengo e Corinthians, foi o único brasileiro em campo
JOGO MOVIMENTADO
A finalização de Demba Ba foi o auge do primeiro tempo, mas não o único lance. Os turcos, empurrados pela sua apaixonada torcida, encurralaram o Arsenal nos minutos iniciais e chegaram a flertar com o gol em outras oportunidades. Para os ingleses, atacar apenas era possível quando Sánchez conseguia algum espaço pela direita. O problema era que Giroud vivia noite de maus tratos com a bola e tinha dificuldades até mesmo para realizar o domínio na grande área. Ele foi um dos fatores para o placar zerar.
O Arsenal esteve ainda mais tímido na etapa final. Perdeu Arteta, machucado, e Ramsey, expulso, até encontrar a trave com Chamberlain. O Besiktas, enquanto isso, esbarrava na sua limitação técnica – Demba Ba parecia uma ilha de bom futebol no setor ofensivo, que teve Sahan jogando para fora o suspiro de esperança dos turcos na etapa final.
Giroud, Besiktas X Arsenal
Giroud lamenta chance desperdiçada
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