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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Autor de 21 gols num jogo divide feito com 16 assistências do irmão gêmeo

Yanick Manzi Manzizila e Alex Manzizila Kongo United FC (Foto: Reprodução / Site Oficial do Kongo United FC)
Nada de Messi ou Cristiano Ronaldo. Quem atraiu atenção na última semana pelo assombroso número alcançado em campo foi Yanick Manzi Manzizila, atacante de 25 anos do Kongo United FC. Autor de 21 gols na vitória do seu time por 30 a 0 sobre o Balrog Botkyrka, no último sábado, pela sétima divisão do Campeonato Sueco, quebrou um recorde local que durava 60 anos. Colhendo agora os louros que a façanha pode proporcionar, o artilheiro atribuiu seu feito "espetacular" ao fluxo constante de passes precisos de seu irmão gêmeo, o meia Alex Manzizila. Companheiro inseparável e grande maestro da equipe, deu 16 assistências fraternas durante o confronto e ainda balançou a rede três vezes.
- Já agradeci muito ao Alex. Como gêmeos, temos uma compreensão muito especial. Ele passava a bola toda hora pra mim durante o jogo. Dos 21 gols que eu fiz na vitória por 30 a 0 sobre o Balrog Botkyrka, 16 foram com passes dele. Ele ainda marcou três nesse jogo. Ou seja, dos 30 marcados por nossa equipe, 24 ficaram na nossa família (risos). Enfim, é um momento a ser comemorado. Não é todo dia que um atacante faz tantos gols em uma partida, ainda mais, como foi o caso, na casa do adversário. O sentimento agora é realmente muito bom e é muito legal poder compartilhá-lo com a minha esposa e parentes – afirmou Yanick Mazizila, em entrevista por telefone.
Yanick Manzi Manzizila e Alex Manzizila Kongo United FC United FC)
Yanick Manzi Manzizila e Alex Manzizila comemoram gol do Kongo United
Filhos de Jean Pierre e Antoinette, Yanick e Alex nasceram em Kinshasa, no Congo, no dia 18 de dezembro de 1988. Quando completaram um ano, a família Manzizila se mudou para Estocolmo, capital da Suécia. E foi a partir de então, no novo país, que o futebol começou a mexer com a cabeça dos meninos. Nos anos 90, os irmãos eram presença constante entre as dúzias de crianças que se dividiam em equipes para jogar bola nas ruas do bairro de Farsta, onde deram os primeiros chutes e dribles. Aos poucos, Yanick e Alex começaram a chamar a atenção da vizinhança. E o talento vinha de casa. Mais precisamente do pai, ex-jogador de futebol no Congo.
Sou extremamente fã do Ronaldo, o Fenômeno, e meu irmão, do Ronaldinho Gaúcho"
Yanick Manzi Manzizila
- A vida na Suécia é muito legal, apesar do frio. Mas já estamos acostumados. Bom, sobre futebol, aprendemos muito com nosso pai. Desde muito pequenos, sempre fomos incentivados a ter uma visão especial do que é o esporte. Nesse caso, vemos o futebol como fonte de alegria para as pessoas. Quando estávamos em campo, sempre atuávamos juntos, o que permanece até hoje. Com isso, desenvolvemos uma ligação, uma forma de entrosamento em campo muito especial. Tudo o que facilita o bom entendimento entre um atacante e um meia. Sou extremamente fã do Ronaldo, o Fenômeno, e meu irmão do Ronaldinho Gaúcho – disse Yanick.
Kongo United FC
Sozinho, Yanick Manzi Manzizila completa para a rede com o goleiro caído: massacre do último sábado
Na mesma velocidade com que se livravam dos marcadores e arrancavam em direção ao gol adversário, Yanick e Alex enfrentavam o frio sueco, rompiam a barreira do idioma, dos costumes locais e começavam a construir juntos um sonho: o de se tornarem jogadores profissionais. No país europeu, a dupla, ainda muito jovem, começou a trajetória no Örnens FF e depois teve passagens por Djurgardens IF e Brommapojkarna IF. Em 2003, veio a grande oportunidade. Yanick e Alex tinham 15 anos quando foram contratados pelo West Ham, da Inglaterra. Mas uma lesão sofrida por Alex mudou os rumos da carreira dos dois.
- Sempre tivemos a sorte de jogarmos juntos e esperamos que continue assim. Ficamos no West Ham por dois anos e meio, mas eu lesionei o tendão de Aquiles e voltamos juntos para a Suécia para minha reabilitação. Em seguida, saímos para o Sheffield e não deu muito certo. Depois, seguimos para o Lille, já estávamos com 20 anos. Lá ficamos por duas temporadas, mas queríamos deixar o clube por causa de outras propostas. Quando finalmente liberaram a gente, as propostas "caíram" no último minuto. Aí voltamos para a Suécia para jogar no Ekerö IK. No início desta temporada, nosso primo Tonton Zola Moukoko, técnico do Kongo United, fez um convite para a gente, e gostamos muito do projeto – afirmou Alex.
Yanick Manzi Manzizila e Alex Manzizila Kongo United FC (Foto: Reprodução / Site Oficial do KongoUnited FC)
Quinto em pé desde a esquerda, Alex Manzizila posa com Kongo United FC com o irmão gêmeo Yanick Manzi Manzizila, último à direita agachado: dupla de olho em voos mais altos   Oficial do Kongo United FC)
Criado para jogar a sétima divisão em 2014, o clube tem grande ambições, como, por exemplo, ser promovido em breve à Allsvenskan, divisão de elite do Campeonato Sueco. E, para isso, o técnico aposta num time jovem e talentoso, capaz de apresentar um futebol vistoso, e busca conduzir a equipe com as seguintes palavras: lealdade, humildade, comunidade e alegria, seguindo o lema "Nenhum jogador é maior que o da equipe, e nenhum time é maior que o clube".
Destaques do Kongo United na campanha, os irmãos condicionaram o êxito nesta temporada ao fervoroso apoio de seus familiares. Além disso, para eles, o bom futebol apresentado e a filosofia de trabalho de Tonton Zola Moukoko premiam a irretocável campanha da equipe. Ao todo, são oito vitórias, dois empates e nenhuma derrota. O Kongo United está invicto após dez rodadas e lidera com 26 pontos. Foram 86 gols marcados e apenas oito sofridos.
Quem sabe um dia nós podemos mudar para o Brasil e jogar por times como Santos e Corinthians
Mazizila
Um dos grandes símbolos da campanha do Kongo, Yanick já tem o impressionante registro de 58 gols marcados, numa temporada em que pretende chegar a 100. Está "quase lá", diz ele.
- Eu e meu irmão agradecemos a Deus por este registro e esperamos que este seja apenas o começo. Quero chegar a cem gols. Falta pouco agora. Vamos ver! Eu joguei sete dos 10 jogos até agora. E só perdi essas partidas mesmo por causa de uma lesão durante o treinamento. Queremos dar a volta por cima e temos o sonho de jogar profissionalmente de novo – disse Yanick.
O irmão também sonha alto.
- Quem sabe um dia nós podemos mudar para o Brasil e jogar por times como Santos e Corinthians – finalizou Alex.
Kongo United FC

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Com a palavra, Emerson Sheik. No dia em que deu uma entrevista ao jornal "Extra" em que chamou a diretoria do Botafogo de incompetente, o atacante foi o centro das atenções da imprensa após o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite deste sábado, no Maracanã (veja os lances no vídeo ao lado). Polêmico, como de costume, o camisa 7 deu a entender que seu desabafo pegou mal dentro do clube, mas não se mostrou arrependido.
Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo (Foto: Agência Getty Images)- As pessoas me conhecem pela sinceridade. Eu não falto com a verdade, doa a quem doer. Dentro do meu trabalho... Pode falar palavrão? Não? Dentro do meu trabalho eu sou fogo. Eu me dedico, honro o salário, a camisa, sou habilitado a falar da maneira que quero quando não estou satisfeito com alguma coisa. Meu histórico está aí. Quem, por ventura, se sentir ofendido joga a toalha e vai embora. Ninguém mandou me contratar. Falo o que acho mesmo, não gosto de perder, isso me irrita. Enquanto ver coisa errada vou falar, não vou me calar, principalmente quando encontro pessoas de bom coração que abraçam a causa. E quando eu abraço é f... Falei palavrão, foi mal - disse, na saída de campo.

Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo
Emerson Sheik considerou que a equipe teve boa atuação contra o líder do Brasileirão
Os jogadores estão com três meses de salários e cinco de direitos de imagem atrasados. Só Sheik que não está nessa situação, pois é pago pelo Corinthians, clube com quem tem contrato. E não foi só a diretoria o alvo das cobranças. Aos 35 anos, o atacante exigiu que os mais experientes do elenco alvinegro devem chamar a responsabilidade na crise e dividir a pressão com o técnico Vagner Mancini.
- Alguns atletas têm que ter nesse momento, não é falta de humildade, é um momento difícil para o clube, para o futebol do Botafogo, para o torcedor, que tem paixão, é emotivo, age de maneira diferente. O grande momento agora é dos mais velhos, mais experientes, de chamar a responsabilidade. Responsabilidade essa que não quer dizer que vão vir vitórias, títulos, mas o compromisso de chamar os mais novos e assumir essa responsabilidade que não cabe só ao Mancini - opinou o camisa 7.
O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também"
Emerson Sheik, atacante do Botafogo
Mas nem tudo foi cobrança. Houve espaço também para elogios. O atacante enalteceu a postura da torcida (foram 11.975 pagantes e 13.535 presentes no Maracanã) e dos jogadores. Apesar do empate em casa, ele considerou que foi uma boa atuação contra o líder do campeonato.
- Apoiou os atletas do início ao fim. A torcida do Botafogo, hoje, serve de exemplo para todas as outras torcidas do futebol brasileiro. Enfrentamos uma equipe de muita qualidade, que tem um meio de campo extremamente forte, uma defesa competitiva, com jogadores rápidos na bola rasteira, aérea... O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também.
Com o empate, o Botafogo foi a 13 pontos e está na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time agora terá a semana livre para trabalhar, volta a campo só no outro domingo, às 16h (de Brasília), para o desafio contra o Atlético-PR na Arena da Baixada.

Exemplo de texto

Com um discurso marcado por palavras fortes, Emerson criticou a diretoria pela crise financeira, mas deixou claro o comprometimento do grupo com o Botafogo. O mesmo ocorre com Jefferson, que sendo especulado como alvo de alguns clubes, poderia deixar General Severiano por meio de uma ação na Justiça devido ao atraso de salários. Mas após o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no último sábado (assista aos gols no vídeo), o goleiro mostrou que não haverá uma debandada do clube, mesmo que seja grande a insatisfação com a crise econômica. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images)- Não podemos pagar mal com o mal. Sair é o extremo. Honramos a camisa do Botafogo, e pode destacar que isso não vai acontecer - disse Jefferson à rádio CBN ainda no gramado do Maracanã. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images) Jefferson contra o Cruzeiro: comprometimento com o Botafogo (Foto: Agência Getty Images) Após a partida, Vagner Mancini voltou a falar de sua preocupação com uma debandada de jogadores. O técnico chegou a fazer uma espécie de apelo ao grupo pela permanência dos jogadores, visto que, em sua opinião a atuação contra o Cruzeiro mostrou uma equipe capaz de superar dificuldades e no caminho para viver dias melhores na temporada. - Se eu perder qualquer jogador, vai ser difícil montar uma equipe forte. O elenco ainda não está balanceado, até para fazer substituições que deixem o time mais agressivo em campo. Espero sinceramente que ninguém saia e que cheguem e que cheguem mais jogadores, porque seriam perdas irreparáveis dentro de um sistema que vem dando certo - disse Mancini.

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Diversão e Hernane junto. O Flamengo se prepara em clima descontraído para encarar a Chapecoense, domingo, na Arena Condá, pelo Brasileirão. O Rubro-Negro treinou neste sábado no campo do Aurora, e Vanderlei Luxemburgo liberou o elenco para o tradicional recreativo de véspera de jogos. Já negociado com o Al Nassr, da Arábia Saudita, Hernane participou normalmente do trabalho.
hernane flamengo (Foto: Cahe Mota)Com o time definido desde a última quinta-feira, o Flamengo aproveitou a passagem por Santa Catarina para atividades leves, somente para que os jogadores não fiquem parados. Na sexta-feira à noite, o treino aconteceu no estádio municipal de Coronel Freitas, município ao lado de Chapecó, e apenas trabalhos físicos foram realizados. Ainda não há confirmação sobre a participação de Hernane no confronto com a Chapecoense. A tendência, porém, é que o Brocador sequer fique no banco.
Os torcedores catarinenses tiveram acesso ao treino deste sábado e puderam tirar fotos com a maioria dos jogadores. A expectativa é de que cerca de dois mil rubro-negros estejam presentes na Arena Condá na tarde de domingo. Para partida, o Fla não terá Léo Moura e Cáceres, suspensos, além de Paulinho, com um problema na coxa. Muralha, Canteros e Gabriel serão os substitutos, respectivamente.
O zagueiro Chicão, que ficou no Rio para julgamento no STJD na tarde de sexta-feira, não conseguiu embarcar para Santa Catarina por conta de problema no voo e chega a Chapecó na noite deste sábado. O jogador ficará à disposição de Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, uma vez que Marcelo foi mantido na equipe.
luxemburgo flamengo
Luxemburgo atende torcedor durante treinamento


Com 10 pontos, o Flamengo é o 18º colocado no Brasileirão e pode sair da zona de rebaixamento em caso de vitória sobre a Chapecoense. Para isso, precisa torcer pelo tropeço de um dos rivais: Botafogo, Criciúma, Coritiba e Vitória.
 
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