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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Fred em 90 minutos: correria, liderança e toque brilhante para Conca

Fred e Cicero, comemoração Fluminense contra o América-RN (Foto: Anderson Stevens / Photocamera)
A Copa do Mundo muito abaixo das expectativas colocou sobre os ombros de Fred o peso da desconfiança. O desempenho ruim do atacante com a seleção brasileira no Mundial virou motivo de chacota. Nas redes sociais, ele recebeu o apelido de “cone”, uma crítica pela falta de mobilidade. De volta ao time titular do Fluminense na vitória por 3 a 0 sobre o América-RN, pela terceira fase da Copa do Brasil, o camisa 9 tentou mostrar outra postura. Em Natal, esforçou-se, correu e buscou jogo. Teve bom desempenho na Arena das Dunas. Não marcou, mas deu uma ótima assistência para o gol de Conca (veja no vídeo acima). Ficou em campo o tempo todo, mostrou liderança e disposição para retomar a condição de incontestável no clube.
Depois de ter sido reserva contra o Goiás, pelo Brasileirão, o capitão tricolor ganhou de Cristóvão Borges a chance de começar o jogo contra os potiguares. O treinador poupou alguns jogadores, entre eles Rafael Sobis, atualmente titular. O esquema tático, o 4-2-3-1, não mudou, e o camisa 9 tentou repetir umas das principais características do companheiro, a constante movimentação.
Lugar de Fred: fora da área
Fred jogou fora da área a maior parte do primeiro tempo. Em alguns momentos, chegou perto do círculo central para fazer o pivô e tabelar com os homens que vinham de trás. Na hora de marcar, chegou a se aproximar da intermediária do Fluminense para ajudar no combate. A melhor chance dele nos 45 minutos iniciais foi uma cabeçada que o goleiro Fernando Henrique espalmou. A arbitragem marcara impedimento.
Fred e Cicero, comemoração Fluminense contra o América-RN (Foto: Anderson Stevens / Photocamera)
Fred é abraçado pelos companheiros durante a comemoração de um dos gols (Foto: Anderson Stevens / Photocamera)
Alguns erros de passe e de domínio de bola deram a impressão de que falta ritmo ao centroavante, que não teve alívio dos marcadores e sofreu algumas faltas. Os torcedores rivais também não o deixaram sossegar. Fred foi o único jogador do Fluminense a ser vaiado a cada toque na bola.
Acompanhado por vaias, mas também pelos companheiros. Cícero, Conca e Chiquinho se revezavam na hora de encostar no atacante e encorparam a linha de frente. Sempre que um deles ou os laterais Bruno e Carlinhos abriam pelas pontas, Fred partia para a área e erguia um dos braços entre os zagueiros para pedir o cruzamento. Poucos chegaram até ele.
Se o melhor futebol de Fred ainda não voltou, a liderança continua sendo uma marca do camisa 9. Orientou, elogiou e deu bronca nos companheiros. Pediu a presença de mais jogadores na marcação da saída de bola adversária e aplaudiu jogadas que por pouco não deram certo.
Gol de Conca, carinho para Fred
Números de Fred no jogo:

Finalizações: 0
Passes certos: 32
Passes errados: 4
Faltas sofridas: 5
Impedimentos: 1
Desarmes: 2
Fred retornou para o segundo tempo com a mesma postura: muito esforçado. Correu, voltou para marcar e apareceu na bola aérea defensiva. Pouco a pouco, o cansaço chegou. Pelo menos duas vezes foi até a lateral do campo para beber água, mas o camisa 9 manteve a boa movimentação. A torcida do América-RN também continuou com as vaias para o capitão tricolor, que respondeu na bola.
A noite foi de Cícero, que marcou dois gols. Chiquinho também foi bem e deu duas assistências. Mas se não teve chances de concluir, Fred virou garçom. Bem distante da área, mostrou que também pode servir. Aos 21 minutos do segundo tempo, recebeu a bola pouco depois do círculo central, viu a passagem de Conca em velocidade e deixou o argentino na cara do gol para driblar o goleiro Dida e marcar. Na comemoração, Fred correu para abraçar o companheiro, mas acabou sendo o mais festejado pelos colegas. Da área técnica, Cristóvão Borges o aplaudiu.
Ainda não é um Fred brilhante, o gol não saiu, mas o centroavante tricolor deixou boa impressão. Parece incomodado com a má fase e disposto a correr pelo Flu e a deixar a Copa no passado.

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Com a palavra, Emerson Sheik. No dia em que deu uma entrevista ao jornal "Extra" em que chamou a diretoria do Botafogo de incompetente, o atacante foi o centro das atenções da imprensa após o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite deste sábado, no Maracanã (veja os lances no vídeo ao lado). Polêmico, como de costume, o camisa 7 deu a entender que seu desabafo pegou mal dentro do clube, mas não se mostrou arrependido.
Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo (Foto: Agência Getty Images)- As pessoas me conhecem pela sinceridade. Eu não falto com a verdade, doa a quem doer. Dentro do meu trabalho... Pode falar palavrão? Não? Dentro do meu trabalho eu sou fogo. Eu me dedico, honro o salário, a camisa, sou habilitado a falar da maneira que quero quando não estou satisfeito com alguma coisa. Meu histórico está aí. Quem, por ventura, se sentir ofendido joga a toalha e vai embora. Ninguém mandou me contratar. Falo o que acho mesmo, não gosto de perder, isso me irrita. Enquanto ver coisa errada vou falar, não vou me calar, principalmente quando encontro pessoas de bom coração que abraçam a causa. E quando eu abraço é f... Falei palavrão, foi mal - disse, na saída de campo.

Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo
Emerson Sheik considerou que a equipe teve boa atuação contra o líder do Brasileirão
Os jogadores estão com três meses de salários e cinco de direitos de imagem atrasados. Só Sheik que não está nessa situação, pois é pago pelo Corinthians, clube com quem tem contrato. E não foi só a diretoria o alvo das cobranças. Aos 35 anos, o atacante exigiu que os mais experientes do elenco alvinegro devem chamar a responsabilidade na crise e dividir a pressão com o técnico Vagner Mancini.
- Alguns atletas têm que ter nesse momento, não é falta de humildade, é um momento difícil para o clube, para o futebol do Botafogo, para o torcedor, que tem paixão, é emotivo, age de maneira diferente. O grande momento agora é dos mais velhos, mais experientes, de chamar a responsabilidade. Responsabilidade essa que não quer dizer que vão vir vitórias, títulos, mas o compromisso de chamar os mais novos e assumir essa responsabilidade que não cabe só ao Mancini - opinou o camisa 7.
O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também"
Emerson Sheik, atacante do Botafogo
Mas nem tudo foi cobrança. Houve espaço também para elogios. O atacante enalteceu a postura da torcida (foram 11.975 pagantes e 13.535 presentes no Maracanã) e dos jogadores. Apesar do empate em casa, ele considerou que foi uma boa atuação contra o líder do campeonato.
- Apoiou os atletas do início ao fim. A torcida do Botafogo, hoje, serve de exemplo para todas as outras torcidas do futebol brasileiro. Enfrentamos uma equipe de muita qualidade, que tem um meio de campo extremamente forte, uma defesa competitiva, com jogadores rápidos na bola rasteira, aérea... O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também.
Com o empate, o Botafogo foi a 13 pontos e está na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time agora terá a semana livre para trabalhar, volta a campo só no outro domingo, às 16h (de Brasília), para o desafio contra o Atlético-PR na Arena da Baixada.

Exemplo de texto

Com um discurso marcado por palavras fortes, Emerson criticou a diretoria pela crise financeira, mas deixou claro o comprometimento do grupo com o Botafogo. O mesmo ocorre com Jefferson, que sendo especulado como alvo de alguns clubes, poderia deixar General Severiano por meio de uma ação na Justiça devido ao atraso de salários. Mas após o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no último sábado (assista aos gols no vídeo), o goleiro mostrou que não haverá uma debandada do clube, mesmo que seja grande a insatisfação com a crise econômica. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images)- Não podemos pagar mal com o mal. Sair é o extremo. Honramos a camisa do Botafogo, e pode destacar que isso não vai acontecer - disse Jefferson à rádio CBN ainda no gramado do Maracanã. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images) Jefferson contra o Cruzeiro: comprometimento com o Botafogo (Foto: Agência Getty Images) Após a partida, Vagner Mancini voltou a falar de sua preocupação com uma debandada de jogadores. O técnico chegou a fazer uma espécie de apelo ao grupo pela permanência dos jogadores, visto que, em sua opinião a atuação contra o Cruzeiro mostrou uma equipe capaz de superar dificuldades e no caminho para viver dias melhores na temporada. - Se eu perder qualquer jogador, vai ser difícil montar uma equipe forte. O elenco ainda não está balanceado, até para fazer substituições que deixem o time mais agressivo em campo. Espero sinceramente que ninguém saia e que cheguem e que cheguem mais jogadores, porque seriam perdas irreparáveis dentro de um sistema que vem dando certo - disse Mancini.

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Diversão e Hernane junto. O Flamengo se prepara em clima descontraído para encarar a Chapecoense, domingo, na Arena Condá, pelo Brasileirão. O Rubro-Negro treinou neste sábado no campo do Aurora, e Vanderlei Luxemburgo liberou o elenco para o tradicional recreativo de véspera de jogos. Já negociado com o Al Nassr, da Arábia Saudita, Hernane participou normalmente do trabalho.
hernane flamengo (Foto: Cahe Mota)Com o time definido desde a última quinta-feira, o Flamengo aproveitou a passagem por Santa Catarina para atividades leves, somente para que os jogadores não fiquem parados. Na sexta-feira à noite, o treino aconteceu no estádio municipal de Coronel Freitas, município ao lado de Chapecó, e apenas trabalhos físicos foram realizados. Ainda não há confirmação sobre a participação de Hernane no confronto com a Chapecoense. A tendência, porém, é que o Brocador sequer fique no banco.
Os torcedores catarinenses tiveram acesso ao treino deste sábado e puderam tirar fotos com a maioria dos jogadores. A expectativa é de que cerca de dois mil rubro-negros estejam presentes na Arena Condá na tarde de domingo. Para partida, o Fla não terá Léo Moura e Cáceres, suspensos, além de Paulinho, com um problema na coxa. Muralha, Canteros e Gabriel serão os substitutos, respectivamente.
O zagueiro Chicão, que ficou no Rio para julgamento no STJD na tarde de sexta-feira, não conseguiu embarcar para Santa Catarina por conta de problema no voo e chega a Chapecó na noite deste sábado. O jogador ficará à disposição de Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, uma vez que Marcelo foi mantido na equipe.
luxemburgo flamengo
Luxemburgo atende torcedor durante treinamento


Com 10 pontos, o Flamengo é o 18º colocado no Brasileirão e pode sair da zona de rebaixamento em caso de vitória sobre a Chapecoense. Para isso, precisa torcer pelo tropeço de um dos rivais: Botafogo, Criciúma, Coritiba e Vitória.
 
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