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domingo, 3 de agosto de 2014

Luxa chama Romário de gênio

Luxemburgo Treino Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Experimente procurar a história de Vanderlei Luxemburgo na internet. Se como jogador os números são mínimos, com passagem marcante apenas pelo Flamengo, onde fez 153 jogos, como treinador marcou época, com uma lista extensa de títulos conquistados e muitos clubes dirigidos. Também já comandou a seleção brasileira. Em entrevista ao “SporTV News”, se mostrou ainda com muita sede de conquistas, agora no comando do Flamengo, e sem descartar um retorno à Seleção: “Sou preparado” (assista ao vídeo).
Nesta entrevista sem censura, Luxemburgo voltou a ressaltar a intenção de ser presidente do Flamengo e não descartou voltar a ser técnico da seleção brasileira. Além disso, defendeu os treinadores do país e rechaçou um técnico estrangeiro no cargo à frente do Brasil. Ainda teve conversa sobre títulos, Romário e muito mais. Confira:
Bruno Côrtes: Trinta e quatro anos de carreira, 36 times comandados, entre eles a seleção brasileira, 25 títulos, entre eles cinco brasileiros. Vanderlei Luxemburgo ainda tem gás para fazer muita coisa?
Luxemburgo: Tem. Motivação para ganhar. Não adianta, que você não perde isso, está no seu DNA, você quer competir, ganhar. Chegar na final e ganhar.
Luxemburgo Treino Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Luxemburgo retornou ao Flamengo na semana
passada (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Bruno Côrtes: O que te fez aceitar o convite do Flamengo?
Luxemburgo: Flamengo não contrata, Flamengo convoca a gente. Sou rubro-negro, todo mundo sabe. É um momento delicado do Flamengo, mas um momento importante, com possibilidade de recuperação financeira, estabilidade, crescimento do clube. Vim aqui para dar minha contribuição como rubro-negro nessa caminhada para o Flamengo sair dessa confusão e, depois, através do futebol e da administração, o clube crescer.
Bruno Côrtes: Ainda está na sua cabeça um dia fazer algo maior no Flamengo, como ser presidente?
Luxemburgo: Esse é o pensamento que tenho. Quanto mais você está envolvido na sua empresa, mais você está dentro do projeto. Técnico no Brasil tem que ser gestor de futebol. Não quer dizer que não tem que ter diretor financeiro, diretor técnico.
Bruno Côrtes: Por que no Brasil você recebeu mais críticas do que elogios em relação a isso?
Luxemburgo: Acabar com essa coisa de técnico que fala: “ah, sou só técnico de futebol”. Técnico tem que ser responsável pelo futebol e criar linha nos departamentos, formar jogador, criar e formar.
Bruno Côrtes: É o momento de repensar o futebol brasileiro depois do que aconteceu na Copa?
Luxemburgo: O que tem que repensar é a modernização e reconstrução do futebol brasileiro na sua estrutura, que está muito falida. O que aconteceu na Copa é estudo muito maior, que não passa só pelo técnico, você vê um Brasil totalmente descaracterizado de sua cultura. Estão esquecendo da essência do futebol brasileiro, que é formar jogador na cultura do futebol brasileiro. E voltar a trazer ex-jogadores de futebol para as categorias de base. Você vê periodização tática, como vai criar isso num menino de 12 anos? Ele tem que jogar bola, não tem que dar tática para esse moleque. Aí entra o head coach (manager).
Luxemburgo no treino da Seleção em 1999 (Foto: AFP)
Luxemburgo comandou a seleção brasileira de
1998 a 2000 (Foto: AFP)
Bruno Côrtes: O que você acharia de ver um técnico estrangeiro comandando a Seleção?
Luxemburgo: Não, na Seleção, não. A Argentina nunca teve técnico estrangeiro, a Alemanha nunca teve técnico estrangeiro, a Itália nunca teve técnico estrangeiro, o Brasil nunca teve técnico estrangeiro. São os maiores ganhadores. Tem que repensar não é a vinda de técnico estrangeiro, é o intercâmbio que tem que fazer. Se trouxer Mourinho, Guardiola e falar assim: “Você vai dirigir Flamengo, Corinthians, nessa estrutura aqui”, não vai acontecer nada. Agora, se trouxer o Mourinho e outros grandes técnicos estrangeiros para ficar no Brasil cinco, 10 anos, eles vão ganhar.
Bruno Côrtes: Ainda pensa em Seleção? Em Copa do Mundo?
Luxemburgo: Sou preparado para a Seleção. Pelo meu nível, pelas coisas que já fiz, merecia, mas se não der, fazer o quê?
Bruno Côrtes: Desses caras todos com quem você trabalhou, Ronaldo, Zidane, Roberto Carlos, Beckham, Ronaldinho Gaúcho, Djalminha, Romário, Edmundo, dá para dizer qual foi o maior com quem você trabalhou?
Luxemburgo: Acho o Romário o melhor, foi acima da média. Até tivemos briga para mais de metro. Ele é gênio, Romário é gênio. As coisas são muito simples para ele.
romario luxemburgo carnaval rio de janeiro (Foto: agência O Globo)
Apesar de relação conturbada, Luxa diz que
Romário foi gênio em campo (Agência O Globo)
Bruno Côrtes: Mudou o que do Vanderlei do início para o de hoje? Continua perfeccionista, mais tolerante, mais brigão?
Luxemburgo: Luxemburgo quando treina xinga, fala palavrão... É minha maneira de ser...
Bruno Côrtes: Título que você não tem ainda é algo que te desafia, como, por exemplo, a Libertadores?
Luxemburgo: Título (seria) com o Palmeiras de 94. Jogaram o jogo para depois da Copa do Mundo. Ficamos três semanas na China e voltamos três dias antes do jogo com o São Paulo (nas oitavas de final). Essa era a Libertadores que tinha que ganhar. Para você ganhar a Libertadores é sequência de trabalho, tem que frequentar a Libertadores, primeira temporada, segunda, terceira... Se o Cruzeiro ganhar esse Brasileiro e voltar para a Libertadores, ano que vem vai ser o grande favorito. Sabe por quê? Vai identificar o que faltou nessa, vai dar tiro certo naquilo que faltou. Tenho condições de conquistar, ainda vou trabalhar em futebol, mas é uma competição diferente.

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Exemplo de texto

Com a palavra, Emerson Sheik. No dia em que deu uma entrevista ao jornal "Extra" em que chamou a diretoria do Botafogo de incompetente, o atacante foi o centro das atenções da imprensa após o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite deste sábado, no Maracanã (veja os lances no vídeo ao lado). Polêmico, como de costume, o camisa 7 deu a entender que seu desabafo pegou mal dentro do clube, mas não se mostrou arrependido.
Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo (Foto: Agência Getty Images)- As pessoas me conhecem pela sinceridade. Eu não falto com a verdade, doa a quem doer. Dentro do meu trabalho... Pode falar palavrão? Não? Dentro do meu trabalho eu sou fogo. Eu me dedico, honro o salário, a camisa, sou habilitado a falar da maneira que quero quando não estou satisfeito com alguma coisa. Meu histórico está aí. Quem, por ventura, se sentir ofendido joga a toalha e vai embora. Ninguém mandou me contratar. Falo o que acho mesmo, não gosto de perder, isso me irrita. Enquanto ver coisa errada vou falar, não vou me calar, principalmente quando encontro pessoas de bom coração que abraçam a causa. E quando eu abraço é f... Falei palavrão, foi mal - disse, na saída de campo.

Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo
Emerson Sheik considerou que a equipe teve boa atuação contra o líder do Brasileirão
Os jogadores estão com três meses de salários e cinco de direitos de imagem atrasados. Só Sheik que não está nessa situação, pois é pago pelo Corinthians, clube com quem tem contrato. E não foi só a diretoria o alvo das cobranças. Aos 35 anos, o atacante exigiu que os mais experientes do elenco alvinegro devem chamar a responsabilidade na crise e dividir a pressão com o técnico Vagner Mancini.
- Alguns atletas têm que ter nesse momento, não é falta de humildade, é um momento difícil para o clube, para o futebol do Botafogo, para o torcedor, que tem paixão, é emotivo, age de maneira diferente. O grande momento agora é dos mais velhos, mais experientes, de chamar a responsabilidade. Responsabilidade essa que não quer dizer que vão vir vitórias, títulos, mas o compromisso de chamar os mais novos e assumir essa responsabilidade que não cabe só ao Mancini - opinou o camisa 7.
O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também"
Emerson Sheik, atacante do Botafogo
Mas nem tudo foi cobrança. Houve espaço também para elogios. O atacante enalteceu a postura da torcida (foram 11.975 pagantes e 13.535 presentes no Maracanã) e dos jogadores. Apesar do empate em casa, ele considerou que foi uma boa atuação contra o líder do campeonato.
- Apoiou os atletas do início ao fim. A torcida do Botafogo, hoje, serve de exemplo para todas as outras torcidas do futebol brasileiro. Enfrentamos uma equipe de muita qualidade, que tem um meio de campo extremamente forte, uma defesa competitiva, com jogadores rápidos na bola rasteira, aérea... O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também.
Com o empate, o Botafogo foi a 13 pontos e está na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time agora terá a semana livre para trabalhar, volta a campo só no outro domingo, às 16h (de Brasília), para o desafio contra o Atlético-PR na Arena da Baixada.

Exemplo de texto

Com um discurso marcado por palavras fortes, Emerson criticou a diretoria pela crise financeira, mas deixou claro o comprometimento do grupo com o Botafogo. O mesmo ocorre com Jefferson, que sendo especulado como alvo de alguns clubes, poderia deixar General Severiano por meio de uma ação na Justiça devido ao atraso de salários. Mas após o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no último sábado (assista aos gols no vídeo), o goleiro mostrou que não haverá uma debandada do clube, mesmo que seja grande a insatisfação com a crise econômica. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images)- Não podemos pagar mal com o mal. Sair é o extremo. Honramos a camisa do Botafogo, e pode destacar que isso não vai acontecer - disse Jefferson à rádio CBN ainda no gramado do Maracanã. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images) Jefferson contra o Cruzeiro: comprometimento com o Botafogo (Foto: Agência Getty Images) Após a partida, Vagner Mancini voltou a falar de sua preocupação com uma debandada de jogadores. O técnico chegou a fazer uma espécie de apelo ao grupo pela permanência dos jogadores, visto que, em sua opinião a atuação contra o Cruzeiro mostrou uma equipe capaz de superar dificuldades e no caminho para viver dias melhores na temporada. - Se eu perder qualquer jogador, vai ser difícil montar uma equipe forte. O elenco ainda não está balanceado, até para fazer substituições que deixem o time mais agressivo em campo. Espero sinceramente que ninguém saia e que cheguem e que cheguem mais jogadores, porque seriam perdas irreparáveis dentro de um sistema que vem dando certo - disse Mancini.

Exemplo de texto

Diversão e Hernane junto. O Flamengo se prepara em clima descontraído para encarar a Chapecoense, domingo, na Arena Condá, pelo Brasileirão. O Rubro-Negro treinou neste sábado no campo do Aurora, e Vanderlei Luxemburgo liberou o elenco para o tradicional recreativo de véspera de jogos. Já negociado com o Al Nassr, da Arábia Saudita, Hernane participou normalmente do trabalho.
hernane flamengo (Foto: Cahe Mota)Com o time definido desde a última quinta-feira, o Flamengo aproveitou a passagem por Santa Catarina para atividades leves, somente para que os jogadores não fiquem parados. Na sexta-feira à noite, o treino aconteceu no estádio municipal de Coronel Freitas, município ao lado de Chapecó, e apenas trabalhos físicos foram realizados. Ainda não há confirmação sobre a participação de Hernane no confronto com a Chapecoense. A tendência, porém, é que o Brocador sequer fique no banco.
Os torcedores catarinenses tiveram acesso ao treino deste sábado e puderam tirar fotos com a maioria dos jogadores. A expectativa é de que cerca de dois mil rubro-negros estejam presentes na Arena Condá na tarde de domingo. Para partida, o Fla não terá Léo Moura e Cáceres, suspensos, além de Paulinho, com um problema na coxa. Muralha, Canteros e Gabriel serão os substitutos, respectivamente.
O zagueiro Chicão, que ficou no Rio para julgamento no STJD na tarde de sexta-feira, não conseguiu embarcar para Santa Catarina por conta de problema no voo e chega a Chapecó na noite deste sábado. O jogador ficará à disposição de Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, uma vez que Marcelo foi mantido na equipe.
luxemburgo flamengo
Luxemburgo atende torcedor durante treinamento


Com 10 pontos, o Flamengo é o 18º colocado no Brasileirão e pode sair da zona de rebaixamento em caso de vitória sobre a Chapecoense. Para isso, precisa torcer pelo tropeço de um dos rivais: Botafogo, Criciúma, Coritiba e Vitória.
 
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