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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Aos 20 anos, lateral brasileiro tem CR7, James e Mourinho no currículo

Fabinho jogando no Mônaco (Foto: AFP)
Ele é brasileiro, mora em Mônaco, tem só 20 anos, mas já jogou ao lado de James Rodríguez, marcou Cristiano Ronaldo em treinos e fez sua estreia como profissional no Real Madrid, pelas mãos de José Mourinho. E a grande maioria das pessoas, talvez, nem o reconhecesse num esbarrão na rua. O lateral-direito Fabinho é uma das principais apostas do técnico Gallo para a seleção sub-21, que terá no máximo 23 anos em 2016, ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Do Paulínia, clube do interior de São Paulo, ao bilionário Monaco, foram menos de três anos e passagens por Fluminense, onde só jogou na base, o português Rio Ave,  que ainda é dono de seus direitos, e o Real Madrid, onde deu até assistência para o argentino Di Maria.
Gallo deposita grande esperança no jogador, já falou sobre ele para a comissão técnica da seleção principal. Ele está convocado para três amistosos no Catar, entre os dias 1º e 10 de setembro, contra a seleção local, Egito e Líbano.
Em entrevista por telefone, Fabinho, que tem como agente o português Jorge Mendes, o mesmo de Cristiano Ronaldo e Mourinho, entre outros, contou como pretende cumprir a profecia da CBF e se tornar um rosto conhecido nos próximos anos.
Nome: Fábio Henrique Tavares
Nascimento: 23/10/1993, em Campinas (SP)
Altura e peso: 1,88cm, 78kg
Posição: lateral-direito
Clubes: Paulínia, Fluminense, Rio Ave, Real Madrid e Monaco
Fabinho, essa medida de dar sequência de jogos à seleção com idade olímpica pode te colocar na vitrine, te tornar mais conhecido do público brasileiro?
Achei muito bom porque faz com que os jogadores dessa idade se conheçam mais, se entrosem. E o pessoal vai saber que quando a seleção principal jogar, também vai ter jogo da olímpica. Sairão notícias nossas, sobre nossos resultados, isso é muito bom.
Nas últimas edições das Olimpíadas, ficou a impressão de que alguns jogadores sentiram a pressão. Eles não costumam ter muito contato coma a Seleção. Isso também fará diferença?
Com certeza. Na nossa idade, não há mais competições com a Seleção e é muito difícil arranjar torneios amistosos. Vamos poder nos acostumar uns aos outros e ter a sensação de jogar com a camisa da seleção brasileira.
Sua geração nasceu um pouco atrasada para conseguir disputar a Copa do Mundo em casa. As Olimpíadas são uma segunda chance para vocês?
Claro, tanto as Olimpíadas quanto a Copa do Mundo, dificilmente vamos ver se repetirem no Brasil pelos próximos 50 anos. Espero estar nos planos para poder viver uma delas. Na Copa não deu, mas o Brasil nunca conquistou a medalha de ouro, é uma segunda chance. Vi a Copa pela televisão, os estádios lotados, e, com certeza, também haverá apoio do povo brasileiro nas Olimpíadas. Disputar uma competição desse tamanho é algo único.
Fabinho e Falcao no Mônaco (Foto: Getty Images)
Ao lado de Falcao Garcia e Ocampos, Fabinho comemora um gol do Monaco (Foto: Getty Images)


Como você saiu do Paulínia para o Monaco em tão pouco tempo?
As coisas aconteceram bem rapidamente. Saí para o Fluminense aos 17 anos, fiquei lá um ano e meio e, depois da Copa São Paulo de 2011, fui para o Rio Ave. Treinei só um mês na pré-temporada e fui para a Espanha, jogar na segunda equipe do Real Madrid. Depois de um ano, vim para o Monaco e estou na segunda temporada, pois o clube prorrogou meu empréstimo.
Você não jogou no profissional do Fluminense e foi para Portugal. Depois, em um mês de treinos, emprestado ao Real Madrid. Qual o segredo? Você deve ser monstro nos treinos.
(risos) Eu participei de um torneio com a seleção sub-20 na África do Sul, fui muito bem e muitas pessoas viram. Foi muito bom chegar ao Fluminense, a categoria de base foi vitrine, mas só fiquei no banco um jogo. E, de repente, estava no maior clube do mundo, treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Às vezes, eu falava com minha mãe no telefone e ela se emocionava.
 Eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Marquei o Cristiano Ronaldo nos treinos, ele é forte, rápido e ágil. E foi gente boa, era um dos que mais falavam comigo
Fabinho
Eles não foram morar com você?
Não, moro sozinho desde que saí de casa, aos 17 anos. Eles moram em Campinas, só ficaram comigo na Espanha numa fase em que eu estava com saudade. Eles foram me ajudar com a comida porque sou meio fraquinho para cozinhar (risos). Moro com minha irmã e meu cunhado.
Conte mais sobre sua chegada ao Real Madrid.
Foi coisa do outro mundo porque eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava ao lado de caras desse nível. Foi meio estranho, eu errava bolas bobas. Depois, quando subia para treinar, os brasileiros e portugueses falavam mais comigo. Fui me acostumando a estar perto das estrelas, mas foi um baque no começo.
Você é lateral-direito, então deve ter marcado o Cristiano Ronaldo nos treinos, certo?
Sim, marquei algumas vezes. É muito difícil, pela televisão você imagina, mas quando está lá marcando é outra coisa. Ele é muito rápido, forte e ágil.
E é marrento ou gente boa?
Comigo ele sempre foi bem gente boa, cara. Ele e o Coentrão (lateral-esquerdo português) eram dos que mais falavam comigo quando eu ia para o time principal.
E sua estreia? Você achou que pudesse entrar?
Foi demais porque eu estava no banco e o Mourinho vendo se iria me colocar ou não. Faltando uns 20 minutos ele me chamou. Estrear no Bernabéu, na primeira divisão, e dar uma assistência para o Di Maria, foi incrível (o Real Madrid venceu o Málaga por 6 a 2, pela 36ª rodada do Campeonato Espanhol, no dia 8 de maio de 2013).
E o que o Mourinho falou quando te chamou?
Ele dava umas olhadas, via como eu estava. E num momento perguntou: “Quer jogar, Fabinho?”. Falei que queria. Fiz o aquecimento e ele disse: “Vai lá e joga tranquilo que tem muita gente boa do seu lado”.
Você era jogador do time B, então não treinava diariamente com Mourinho. Mas, mesmo assim, dá para dizer que ele tem muita participação na sua formação?
Os treinamentos eram muito bons, mas é difícil falar que cresci muito com ele porque não havia tanto contato. Às vezes, eu não fazia os trabalhos táticos com ele, mas dava para perceber que era um cara diferenciado, a postura dele com os jogadores é muito boa.
Fabinho jogando no Mônaco (Foto: Getty Images)
Fabinho em ação pelo Monaco em partida pelo Campeonato Francês na temporada passada (Foto: Getty Images)

No Monaco, você passou a jogar, de fato, com estrelas como Falcao e James Rodríguez.
Já cheguei habituado. Até o primeiro jogo, eu ficava pensando se o Falcao era tudo isso, e num amistoso contra o Tottenham o cara fez dois golaços. A movimentação, a proteção, ele é muito bom mesmo, matador, não perdoa. Para o James, começo foi difícil, mas quando ele começou a jogar, foi o melhor do Monaco no ano passado. É camisa 10 mesmo, muito bom.
E na sua posição, quem são seus ídolos, suas inspirações?
O Cafu para mim é o melhor da história, por tudo que ganhou na Seleção numa fase em que eu já estava crescendo, mas gosto muito também do estilo de jogo do Maicon.
E o seu estilo de jogo? Apresente-se para o torcedor.
Sou forte na marcação, marco bem. Sempre falavam, no Brasil, que eu era um lateral que defendia bem. Agora, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens.
 Sou forte na marcação e, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens. Cresci muito na parte tática
Fabinho
Mas, na Europa, o lateral tem que saber marcar, senão não tem vida longa.
No primeiro ano eu errava algumas coisas, mas aprendi bastante. Cresci muito na parte tática.
O Gallo foi pessoalmente falar com você, falar sobre os planos para a seleção olímpica?
Sim, ele veio ao Monaco um pouco antes do Torneio de Toulon. Disse que queria começar esse ciclo olímpico, haveria essas convocações e eu era um cara com quem ele gostaria de contar para ter contato com a Seleção. Infelizmente me lesionei um pouco antes do torneio.
Daquela seleção sub-20 que te projetou para o futebol europeu, algum outro jogador foi mantido nessa convocação do Gallo ou se projetou para a principal?
Não teve nenhum na principal. As estrelas, se é que posso falar dessa forma, daquela seleção eram o Felipe Anderson e o Ademilson, que foi chamado agora pelo Gallo. E tinha o Rodrigo Caio, que estava muito bem no São Paulo, mas, infelizmente, se lesionou gravemente.
E como é morar em Mônaco? Pela televisão, o país passa impressão de glamour, ostentação, iates, cassinos... E você tem só 20 anos.
Não treinamos em Mônaco, são 10 minutos de estrada por montanhas, subindo e vendo o mar. É bonito, tem carros bonitos, o cassino que é “top”, muitos milionários na rua. E os fãs de futebol não são tão fanáticos quanto nas outras partes do mundo. Mesmo o Falcao pode andar na rua tranquilamente. Vai tirar algumas fotos, mas as pessoas não vivem o futebol tão intensamente. Tem tenta estrela em Mônaco que um jogador de futebol não chama tanta atenção.
Como você se diverte?
No verão tem a praia, fora isso não há muito para fazer. Gosto muito de cinema, mas é ruim, difícil entender o francês no cinema. Às vezes, vou ao boliche.
E o príncipe Albert, você já conheceu?
Sim, ele é presidente de honra do Monaco, vai ao vestiário às ve

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Com a palavra, Emerson Sheik. No dia em que deu uma entrevista ao jornal "Extra" em que chamou a diretoria do Botafogo de incompetente, o atacante foi o centro das atenções da imprensa após o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite deste sábado, no Maracanã (veja os lances no vídeo ao lado). Polêmico, como de costume, o camisa 7 deu a entender que seu desabafo pegou mal dentro do clube, mas não se mostrou arrependido.
Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo (Foto: Agência Getty Images)- As pessoas me conhecem pela sinceridade. Eu não falto com a verdade, doa a quem doer. Dentro do meu trabalho... Pode falar palavrão? Não? Dentro do meu trabalho eu sou fogo. Eu me dedico, honro o salário, a camisa, sou habilitado a falar da maneira que quero quando não estou satisfeito com alguma coisa. Meu histórico está aí. Quem, por ventura, se sentir ofendido joga a toalha e vai embora. Ninguém mandou me contratar. Falo o que acho mesmo, não gosto de perder, isso me irrita. Enquanto ver coisa errada vou falar, não vou me calar, principalmente quando encontro pessoas de bom coração que abraçam a causa. E quando eu abraço é f... Falei palavrão, foi mal - disse, na saída de campo.

Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo
Emerson Sheik considerou que a equipe teve boa atuação contra o líder do Brasileirão
Os jogadores estão com três meses de salários e cinco de direitos de imagem atrasados. Só Sheik que não está nessa situação, pois é pago pelo Corinthians, clube com quem tem contrato. E não foi só a diretoria o alvo das cobranças. Aos 35 anos, o atacante exigiu que os mais experientes do elenco alvinegro devem chamar a responsabilidade na crise e dividir a pressão com o técnico Vagner Mancini.
- Alguns atletas têm que ter nesse momento, não é falta de humildade, é um momento difícil para o clube, para o futebol do Botafogo, para o torcedor, que tem paixão, é emotivo, age de maneira diferente. O grande momento agora é dos mais velhos, mais experientes, de chamar a responsabilidade. Responsabilidade essa que não quer dizer que vão vir vitórias, títulos, mas o compromisso de chamar os mais novos e assumir essa responsabilidade que não cabe só ao Mancini - opinou o camisa 7.
O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também"
Emerson Sheik, atacante do Botafogo
Mas nem tudo foi cobrança. Houve espaço também para elogios. O atacante enalteceu a postura da torcida (foram 11.975 pagantes e 13.535 presentes no Maracanã) e dos jogadores. Apesar do empate em casa, ele considerou que foi uma boa atuação contra o líder do campeonato.
- Apoiou os atletas do início ao fim. A torcida do Botafogo, hoje, serve de exemplo para todas as outras torcidas do futebol brasileiro. Enfrentamos uma equipe de muita qualidade, que tem um meio de campo extremamente forte, uma defesa competitiva, com jogadores rápidos na bola rasteira, aérea... O resultado foi bacana porque o Botafogo não perde. Mais do que o resultado, a satisfação de ter hoje conseguido, não os 90 minutos porque é quase impossível, mas encaixar uma maneira de jogar. A formação tática foi bem executada por todos a pedido do Mancini. Quando a gente consegue individualmente, a parte coletiva aparece, e os resultados também.
Com o empate, o Botafogo foi a 13 pontos e está na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time agora terá a semana livre para trabalhar, volta a campo só no outro domingo, às 16h (de Brasília), para o desafio contra o Atlético-PR na Arena da Baixada.

Exemplo de texto

Com um discurso marcado por palavras fortes, Emerson criticou a diretoria pela crise financeira, mas deixou claro o comprometimento do grupo com o Botafogo. O mesmo ocorre com Jefferson, que sendo especulado como alvo de alguns clubes, poderia deixar General Severiano por meio de uma ação na Justiça devido ao atraso de salários. Mas após o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no último sábado (assista aos gols no vídeo), o goleiro mostrou que não haverá uma debandada do clube, mesmo que seja grande a insatisfação com a crise econômica. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images)- Não podemos pagar mal com o mal. Sair é o extremo. Honramos a camisa do Botafogo, e pode destacar que isso não vai acontecer - disse Jefferson à rádio CBN ainda no gramado do Maracanã. Jefferson botafogo e Cruzeiro Série a (Foto: Agência Getty Images) Jefferson contra o Cruzeiro: comprometimento com o Botafogo (Foto: Agência Getty Images) Após a partida, Vagner Mancini voltou a falar de sua preocupação com uma debandada de jogadores. O técnico chegou a fazer uma espécie de apelo ao grupo pela permanência dos jogadores, visto que, em sua opinião a atuação contra o Cruzeiro mostrou uma equipe capaz de superar dificuldades e no caminho para viver dias melhores na temporada. - Se eu perder qualquer jogador, vai ser difícil montar uma equipe forte. O elenco ainda não está balanceado, até para fazer substituições que deixem o time mais agressivo em campo. Espero sinceramente que ninguém saia e que cheguem e que cheguem mais jogadores, porque seriam perdas irreparáveis dentro de um sistema que vem dando certo - disse Mancini.

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Diversão e Hernane junto. O Flamengo se prepara em clima descontraído para encarar a Chapecoense, domingo, na Arena Condá, pelo Brasileirão. O Rubro-Negro treinou neste sábado no campo do Aurora, e Vanderlei Luxemburgo liberou o elenco para o tradicional recreativo de véspera de jogos. Já negociado com o Al Nassr, da Arábia Saudita, Hernane participou normalmente do trabalho.
hernane flamengo (Foto: Cahe Mota)Com o time definido desde a última quinta-feira, o Flamengo aproveitou a passagem por Santa Catarina para atividades leves, somente para que os jogadores não fiquem parados. Na sexta-feira à noite, o treino aconteceu no estádio municipal de Coronel Freitas, município ao lado de Chapecó, e apenas trabalhos físicos foram realizados. Ainda não há confirmação sobre a participação de Hernane no confronto com a Chapecoense. A tendência, porém, é que o Brocador sequer fique no banco.
Os torcedores catarinenses tiveram acesso ao treino deste sábado e puderam tirar fotos com a maioria dos jogadores. A expectativa é de que cerca de dois mil rubro-negros estejam presentes na Arena Condá na tarde de domingo. Para partida, o Fla não terá Léo Moura e Cáceres, suspensos, além de Paulinho, com um problema na coxa. Muralha, Canteros e Gabriel serão os substitutos, respectivamente.
O zagueiro Chicão, que ficou no Rio para julgamento no STJD na tarde de sexta-feira, não conseguiu embarcar para Santa Catarina por conta de problema no voo e chega a Chapecó na noite deste sábado. O jogador ficará à disposição de Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, uma vez que Marcelo foi mantido na equipe.
luxemburgo flamengo
Luxemburgo atende torcedor durante treinamento


Com 10 pontos, o Flamengo é o 18º colocado no Brasileirão e pode sair da zona de rebaixamento em caso de vitória sobre a Chapecoense. Para isso, precisa torcer pelo tropeço de um dos rivais: Botafogo, Criciúma, Coritiba e Vitória.
 
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